segunda-feira, 14 de setembro de 2009

LIBRAS – LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: Uma possibilidade de segunda língua para ouvintes

O objetivo fundamental do professor de Português é o de ampliar a capacidade de comunicação, expressão e integração pela linguagem da população que se trabalha. Parece correto esperar que o currículo de Letras prepare o futuro professor para avaliar potencialidades e limitações que caracterizam a expressão e comunicação dos alunos de um modo geral, além de outros aspectos de igual relevância.
Pensando assim, somos levados a buscar os subsídios de várias disciplinas lingüísticas, desde a fonética e a fonologia até as disciplinas que estudam a variação regional, social e estilística da fala (ou sinal neste caso), características de suas funções, ou reconstituição do processo de aquisição da linguagem, e ainda as teorias sobre leitura e interpretação de textos. Foi pensando nisso, e convivendo em um mundo de silêncio junto ao irmão surdo e amigos desta comunidade que surgiu a ânsia de pesquisar como a Libras – Língua Brasileira de Sinais – pode influenciar uma sociedade ouvintista para que os sujeitos surdos passem a ser realmente incluídos e ‘ouvidos’ nessa mesma sociedade.
Inicialmente, o capítulo I da monografia aborda temas relevantes para a compreensão de aspectos culturais, sociais e educacionais que envolvem a Libras. Em seguida, no Capítulo II, pesquisando como se dá a aquisição da linguagem desde tenra idade, são apresentadas as diferentes fases em que crianças ouvintes e surdas passam, fazendo um paralelo entre a aquisição de uma língua pertencente a modalidade oral-auditiva – Língua Portuguesa –, e outra da modalidade visual-espacial – Libras. Estudos relacionados desde a fase pré-lingüística, quando tanto ouvintes quanto surdos passam pelos mesmos processos de aquisição de linguagem até a abordagem do ponto crítico – o aprendizado de uma segunda língua. O Capítulo III - Libras – segunda língua para ouvintes: uma possibilidade – vai tratar exatamente desse aspecto. A Libras sendo ensinada para ouvintes como uma língua estrangeira. A análise parte do pressuposto do Letramento, tão comentado (e às vezes pouco entendido) nos dias atuais, já que se aprende a escrever e ler, mas nem sempre se compreende os sentidos presentes no texto. Assim é levantada a questão de como os cursos de Língua de Sinais estão sendo organizados em todo o mundo e em especial os da região de Ponta Grossa. O estudo contempla desde a metodologia utilizada, administração e currículo até uma sugestão de organização de cursos de Libras, baseando-se em leituras de diferentes autores Também se faz uma reflexão quanto a presença ou não do Intérprete e sua postura nessa atuação em diversos ambientes sociais.

Se você tem interesse por essas questões e acredita que eu posso auxiliar de alguma forma, entre em contato comigo!

A tecnologia nos dias atuais

Falar sobre tecnologia até parece que virou moda! Tudo e todos estão de alguma forma conectados a esse novo velho mundo tecnológico, mas nem tudo parece tão fácil assim. Em uma busca constante em melhorar a nossa prática pedagógica, colegas de diversas áreas (inclusive eu!) estamos inovando nossas aulas, através dos recursos tecnológicos. Assim elaboramos atividades ou pequenos projetos, até mesmo projetos mais ousados, em que os alunos possam fazer uso também dessa ferramenta que ainda não é utilizada adequadamente, visto a enorme gama de possibilidades de trabalho e estudo.
E aqui deixo um relato, talvez não tão animador. Mas nas constantes utilizações dos recursos tecnológicos, desde pesquisa em sites no laboratório de informática, até edição de vídeos e elaboração de apresentações, nem sempre se tem a adesão dos alunos.
Estes ainda vêem a tecnologia como uma brincadeira ou mero lugar para 'bate-papo'. Quando são solicitados a utlizá-la com maior propriedade uma grande parcela reclama e outra não sabe o que fazer, nem mesmo por onde começar...rsrsrs
Claro que também precisamos avaliar a competência tecnológica dos professores! Nem sempre temos o domínio adequado dos recursos que precisamos para a nossa prática. Enfim, cabe a cada um a busca para o parimoramento...
Hoje essa 'moda' necessária faz com que tenhamos a sensação de despreparo! rsrsrs São muitas novidades a todo momento, e não conseguimos acompanhá-las, seja por excesso de ocupação profissional, seja por falta de interesse mesmo, ou até por desconhecimento... Logo, acreditar que a tecnologia pode revolucionar a educação, pode sim, desde que os profissionais do ensino também tenham tempo suficiente para esse aprimoramento, que as escolas tenham espaço e tempo adequados para novas práticas e se desvinculem um pouco do tradicionalismo, e os alunos comecem a perceber que a tecnologia não é um vídeo game avançado... mas um maravilhoso recurso para o aprimoramento intelectual, este tão raro de se encontrar hoje em dia!
Não quero passar uma visão pessimista (apesar de já o ter feito!), mas a cada nova proposta busco resultados fatisfatórios quanto ao envolvimento dos alunos e isso ainda não acontece. Talvez eu esteja esperando demais mesmo...
E sua vivência com a tecnologia como anda??? rs