O objetivo fundamental do professor de Português é o de ampliar a capacidade de comunicação, expressão e integração pela linguagem da população que se trabalha. Parece correto esperar que o currículo de Letras prepare o futuro professor para avaliar potencialidades e limitações que caracterizam a expressão e comunicação dos alunos de um modo geral, além de outros aspectos de igual relevância.
Pensando assim, somos levados a buscar os subsídios de várias disciplinas lingüísticas, desde a fonética e a fonologia até as disciplinas que estudam a variação regional, social e estilística da fala (ou sinal neste caso), características de suas funções, ou reconstituição do processo de aquisição da linguagem, e ainda as teorias sobre leitura e interpretação de textos. Foi pensando nisso, e convivendo em um mundo de silêncio junto ao irmão surdo e amigos desta comunidade que surgiu a ânsia de pesquisar como a Libras – Língua Brasileira de Sinais – pode influenciar uma sociedade ouvintista para que os sujeitos surdos passem a ser realmente incluídos e ‘ouvidos’ nessa mesma sociedade.
Inicialmente, o capítulo I da monografia aborda temas relevantes para a compreensão de aspectos culturais, sociais e educacionais que envolvem a Libras. Em seguida, no Capítulo II, pesquisando como se dá a aquisição da linguagem desde tenra idade, são apresentadas as diferentes fases em que crianças ouvintes e surdas passam, fazendo um paralelo entre a aquisição de uma língua pertencente a modalidade oral-auditiva – Língua Portuguesa –, e outra da modalidade visual-espacial – Libras. Estudos relacionados desde a fase pré-lingüística, quando tanto ouvintes quanto surdos passam pelos mesmos processos de aquisição de linguagem até a abordagem do ponto crítico – o aprendizado de uma segunda língua. O Capítulo III - Libras – segunda língua para ouvintes: uma possibilidade – vai tratar exatamente desse aspecto. A Libras sendo ensinada para ouvintes como uma língua estrangeira. A análise parte do pressuposto do Letramento, tão comentado (e às vezes pouco entendido) nos dias atuais, já que se aprende a escrever e ler, mas nem sempre se compreende os sentidos presentes no texto. Assim é levantada a questão de como os cursos de Língua de Sinais estão sendo organizados em todo o mundo e em especial os da região de Ponta Grossa. O estudo contempla desde a metodologia utilizada, administração e currículo até uma sugestão de organização de cursos de Libras, baseando-se em leituras de diferentes autores Também se faz uma reflexão quanto a presença ou não do Intérprete e sua postura nessa atuação em diversos ambientes sociais.
Se você tem interesse por essas questões e acredita que eu posso auxiliar de alguma forma, entre em contato comigo!
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ResponderExcluirOlá Rúbia!
ResponderExcluirCom certeza a importância de se dominar uma ´segunda língua é incontestável, e quando esta busca a comunicação com pessoas que muitas vezes tornam-se alheias pela sua limitação, é ainda maior! Parabéns pelo seu trabalho!